Boi Gordo: Mercado tem ritmo fraco de negócios e indicador da arroba em R$ 147,54


O ritmo fraco dos negócios no mercado do boi gordo não gera expectativa de mudanças bruscas da arroba nos próximos dias. Por outro lado, a dinâmica das exportações deste mês e o consumo interno tende a manter os estoques de carne bovina mais enxutos em curto prazo. Arroba tem R$ 147,54, à vista, e baixa de 0,72%. 
Custo de produção da pecuária leiteira está 15,7% maior que em 2014

O custo de produção da pecuária leiteira teve mais um aumento em dezembro. Esta é a sexta alta consecutiva dos custos.
O Índice Scot Consultoria de Custo de Produção para a atividade, que mede a variação do custo, subiu 0,4% em dezembro, na comparação com novembro.
A alta dos produtos veterinários e dos combustíveis/lubrificantes, que subiram 5,4% e 2,2% no mês, respectivamente, foram as principais causas.
O dólar em patamares elevados este ano vem impactando nos custos, sustentando os preços.
Outros itens que também tiveram altas nas cotações foram os alimentos concentrados energéticos e proteicos.
Na comparação com dezembro de 2014, os custos subiram 15,7% para a pecuária leiteira de alta tecnologia.
Fonte: Scot Consultoria

Indonésia estima importações de gado ente 700 mil e 800 mil cabeças em 2016
JACARTA (Reuters) - A Indonésia importará uma quantidade estimada entre 700 mil e 800 mil cabeças de gado em 2016, disse a agência de notícias oficial do país, citando o ministro do Comércio, Thomas Lembong.
Lembong também estimou as compras de açúcar bruto em mais de 3 milhões de toneladas, embora tenha destacado que essas estimativas podem mudar.
"O presidente e o vice-presidente disseram várias vezes que a autossuficiência em alimentos é um objetivo a médio prazo", disse Lembong, falando durante uma visita oficial a Kupang, capital da província de East Nusa Tenggara.
Desde que chegou ao poder em outubro de 2014, o presidente Joko Widodo tem buscado a autossuficiência alimentar para proteger os agricultores, uma meta que não tem se mostrado fácil.
Um mês depois de sua posse, Widodo disse que queria que o país do Sudeste Asiático fosse autossuficiente em carne bovina dentro de um ano.
O governo de Widodo limitou ou atrasou importações de açúcar bruto, carne bovina ou gado, milho e arroz, causando escassez de algumas destas commodities, com impacto nos preços no varejo.
Fonte: Reuters

Abate de bois angus, de carne mais cara, cresce 21% em 2015


A crise econômica ainda não chegou aos criadores do boi angus. A carne, considerada nobre, caiu nas graças do consumidor brasileiro e ganha cada vez mais mercado, mesmo sendo mais cara que a convencional.
A estimativa da Associação Brasileira de Angus é fechar 2015 com um abate de 400 mil cabeças do gado, um aumento de 21% em relação a 2014 e de 167% desde 2010.
Outras raças não acompanharam o crescimento. Dados do Ministério da Agricultura mostram que o abate total de gado em 2015 caiu 9% de janeiro a novembro em comparação com o mesmo período de 2014.
"O pessoal que consome nosso produto não foi atingido pela crise", diz o presidente da associação, José Roberto Weber. A carne é vendida tanto para restaurantes de luxo como para o varejo e custa em média 20% a mais que a convencional. Cortes nobres vão além: um quilo de picanha angus pode custar até R$ 150 para o consumidor final.
O mercado do angus, porém, ainda é de nicho, e a raça representa menos de 5% das 212 milhões de cabeças de gado do país, segundo a associação. A maior parte dos bois brasileiros (cerca de 80%) é da raça nelore.
O angus vem do norte da Europa e, entre os diferenciais de sua carne, estão o marmoreio (gordura entremeada na carne que melhora o sabor) e a maciez (tem menos fibra, porque os bois são abatidos mais jovens, com até 30 meses, ante 42 meses das raças comuns).
A venda de doses de sêmen da raça, usadas para fertilização, cresceu 180,6% desde 2009, chegando a 3,7 milhões de unidades em 2014. Em 2013, a comercialização do material genético da raça superou pela primeira vez a do boi nelore, cujas vendas cresceram 5% desde 2009.

Isso não significa que o mercado é ruim para criadores de outras raças, de acordo com Sebastião Guedes, vice­presidente do Conselho Nacional da Pecuária de Corte. O preço da arroba do boi gordo anda em alta e chegou a bater recorde histórico em abril deste ano (R$ 150,36).
Além disso, os criadores de nelore já têm 50% de um negócio promissor: o cruzamento da raça com o angus.
Como o angus vem de países frios, há dificuldade para adaptá­lo ao clima quente de pastos tradicionais brasileiros como os do Centro­Oeste.
"Com o cruzamento, você consegue combinar as características de qualidade, maciez, suculência e sabor do angus com a precocidade e a resistência do nelore, adaptado ao nosso clima", explica Fernando Cardoso, pesquisador de genética da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

Fonte: Folha de S.Paulo

Dilma eleva salário mínimo para R$ 880


O salário mínimo terá um aumento de 11,6% e será de R$ 880 a partir de 1º de janeiro de 2016. O decreto com o novo valor já foi assinado pela presidente da República, Dilma Rousseff, e será publicado no Diário Oficial da União (DOU) da quarta-feira (30/12).
Em nota, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República diz que, com o novo valor, a presidente Dilma Rousseff “dá continuidade à sua política de valorização do salário mínimo” e que o reajuste terá impacto direto sobre cerca de 40 milhões de trabalhadores e aposentados.
Atualmente, o salário mínimo é de R$ 788. O porcentual do aumento concedido pelo governo está um pouco acima da inflação, que em 2015 já acumula alta de 10,71%.

Sebastião Viana entrega mais 312 casas do projeto Cidade do Povo

Em solenidade nesta terça-feira, 29, na Cidade do Povo, o governador Sebastião Viana fez a entrega de 312 unidades habitacionais a famílias que moravam em bairros localizados às margens do rio Acre.


Dona Ivanilde foi a primeira moradora a receber a chave de sua casa das mãos do governador Sebastião Viana. As unidades são geminadas. Cada uma possui dois quartos, uma sala, banheiro e área de serviço.

Até agora o governo entregou na Cidade do Povo mais de três mil unidades. O governador Sebastião Viana garantiu que para 2016 estão garantidas mais de duas mil unidades para pessoas de baixa renda e que moram em regiões atingidas pelas enchentes do rio Acre.

Este ano, entre unidades da Cidade do Povo, casas na zona rural e em outros conjuntos habitacionais foram entregues mais de duas mil moradias, afirmou o governador.
Sebastião Viana acrescentou ainda que a Cidade do Povo possui todos os equipamentos públicos que garantem o acesso à educação, saúde e lazer, através das escolas, Unidade de Pronto Atendimento e praças construídas no local.
“Esses filhos da Cidade do Povo terão outro amanhã. Nunca mais terão o lençol ou o colchão na cabeça na época da alagação no rio Acre. Nunca mais essa cena vai se repetir pra essas famílias aqui.”

Já o prefeito de Rio Branco, Marcus Viana, lembrou que a cada nova entrega de casas mais famílias ficam livres da aflição ocasionada pelas cheias do rio Acre.
“Mesmo que a gente tenha uma outra alagação, que a gente ora muito para que não aconteça, essas famílias aqui da Cidade do Povo não serão mais atingidas. Aqui temos um lugar com toda infraestrutura e dignidade para essas famílias sobreviverem”, disse o prefeito.

Apostas para Mega-Sena da Virada terminam às 14h desta quinta


Quem sonha em ficar milionário tem até as 14 horas (horário de Brasília) desta quinta-feira (31) para apostar na Mega-Sena da Virada. O último sorteio da Caixa Econômica Federal poderá ser acompanhado em TV aberta a partir das 20 horas.
As apostas podem ser feitas em todas as casas lotéricas do País. Vale lembrar que, ao contrário dos demais prêmios sorteados pela Caixa Econômica Federal, o prêmio não acumula. Ou seja, se ninguém acertar as seis dezenas, o valor será dividido entre as pessoas que acertarem cinco dezenas (quina).
Este ano, o prêmio será de R$ 280 milhões. A aposta mínima custa R$ 3,50, e a probabilidade de um apostador acertar as seis dezenas é uma em 50 milhões . Também serão aceitas as tradicionais apostas em grupo, os chamados bolões, cuja aposta mínima custa R$ 10.
Segundo cálculos da Caixa, se um único apostador ganhar o prêmio da Mega da Virada, ele  poderá aplicar o valor na poupança e obter renda mensal de R$ 1,9 milhão, equivalente a R$ 63 mil por dia. Com R$ 280 milhões, o ganhador também poderá comprar 560 imóveis avaliados em R$ 500 mil e 1.866 carros de luxo.
O primeiro sorteio da Mega da Virada foi feito em 2009, quando dois ganhadores dividiram R$ 144,9 milhões. Em 2014, o prêmio de R$ 263 milhões saiu para quatro ganhadores, um de Brasília (DF), dois de São Paulo e um de Santa Rita do Trivelato (MT).


Litro do combustível fica mais caro no primeiro dia do ano em todo Acre


O acreano vai começar o primeiro dia do ano com um reajuste médio de 0,06 centavos no litro do combustível. A determinação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
Na publicação datada do dia 23 de dezembro, o Confaz alega que o reajuste é uma atualização da tabela de preços que serve de base para a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) nas refinarias. Como consequência, o valor será repassado ao consumidor final.
Com isso, o Acre continua na liderança da gasolina mais cara do país. Segundo a Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Bicombustíveis (ANP), atualmente, o preço médio da gasolina, nos postos, varia de R$ 4,00 a R$ 4,15, na capital, podendo chegar a valores superiores nas cidades mais distantes do Acre. Em Jordão, por exemplo, o litro da gasolina custa  R$ 5,50 o litro e R$ 5,00 do Diesel.

Com o novo reajuste, o preço do litro deve variar de R$ 4,06 a R$ 4,21, em Rio Branco. Já o diesel sairá de R$ 3,63 para R$, 3,78.  Em Roraima, que tem o maior preço para etanol, o litro do álcool vai custar R$ 3,360, em média. São Paulo tem o menor valor médio de gasolina e álcool para o mês de janeiro, R$ 3,495 e R$ 2,543, respectivamente.
FONTE: Ângela Rodrigues, da redação do ac24horas

Limite de peso na BR-364 pode deixar Cruzeiro do Sul sem gás de cozinha


A decisão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em limitar o peso de caminhões com mercadorias para 18 toneladas de peso bruto no trecho da BR-364 entre Sena Madureira a Cruzeiro do Sul, desde o último dia 20 de dezembro, gerou preocupação e revolta por parte dos representantes de revendedoras de gás de cozinha.
Antes os caminhoneiros podiam trazer até 600 botijas de gás. Com a nova medida apresentada esse número se limitará a no máximo 300 botijas. De acordo com os representantes de revendedoras de gás a situação deixa o transporte inviável, pois vai gerar prejuízo e consequentemente a falta de gás de cozinha no município.
“Nós não temos condições de nos deslocarmos para Rio Branco para buscarmos 300 botijas. É prejuízo na certa. Hoje mesmo (28) meu caminhão vinha carregado de botijas e ao chegar na balança de Sena Madureira, não foi autorizada a passagem. O meu motorista teve que deixar 39 botijas jogadas em Sena para poder seguir viagem”, desabafou Sisnando Gaspar, representante da Amazongás.
Segundo ele, o gás que tem no município pode não ser suficiente para suprir a demanda nos próximos dias.
“O gás que tem em Cruzeiro do Sul dá aproximadamente para uma semana. E desse jeito vai faltar o produto pra toda a região, pois também atendemos os municípios de Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e Guajará/AM”, destacou.
As revendedoras reclamam também de caminhões pipas que trazem frequentemente 15 mil litros de combustível para Cruzeiro do Sul, o que equivale a cerca de 450 botijões.  “Queremos pelo menos essa quantidade de peso também para nós que transportamos gás de cozinha. Se o governo e o Dnit fizerem dessa forma, será uma medida justa, pois não prejudica a população nem ninguém, pois a estrada já está destruída mesmo, ninguém fez nada nela, está passando inclusive bitrem de nove eixos”, argumentou o funcionário da Fogás, Márcio Nascimento.
Márcio explicou que não compensa para as empresas trazer apenas 260 botijas em uma viagem de Rio Branco até aqui.
“Como vamos trazer 260 botijas num caminhão que cabe 600? Não compensa para a gente. Não queremos sair daqui para Rio Branco pra termos prejuízo e principalmente prejudicar a população que já está cansada de pagar coisa pelos outros. Hoje estamos aqui dando um alerta afirmando que vamos parar esse transporte devido a essa redução de peso”, explicou Márcio Nascimento.
Mensalmente Cruzeiro do Sul e região consomem mais de 20 mil botijas de gás de cozinha.

Até o fechamento desta matéria não conseguimos contatar algum representante do Dnit. O representante do governo do estado em Cruzeiro do Sul, Itamar de Sá, falou que o governo mediará a negociação entre os empresários e Dnit.
Alexandre Gomes, do juruaonline.net

Caixas d’água representam 72% dos focos do Aedes aegypti na capital Acreana.




Outros criadouros correspondem a 14%, segundo Secretário de Saúde.
Ministério da Saúde orienta sobre vistoria em casa antes de viagens.

Para evitar a proliferação do Aedes aegypti, o Ministério da Saúde alerta para a necessidade de que moradores façam vistorias nas casas e quintais antes das esperadas viagens de férias.
O mosquito é causador de doenças como dengue, chikungunya e zika vírus. No Acre, já foram registrados 35 casos suspeitos de zika este ano.
Caixas d’água no nível do solo representam 72% dos focos de proliferação do Aedes aegypti, diz o secretário municipal de Saúde, Otoniel Almeida. Outros criadouros correspondem a pouco mais de 14%.
A necessidade das vistorias, segundo o Ministério da Saúde, é eliminar possíveis recipientes que possam acumular água parada, que serviriam de criadouro. É importante também o descarte de garrafas, latas, embalagens de presente, vedar a caixa d'água, limpar a calha, guardar pneus em lugares cobertos e deixar baldes com a boca virada para baixo.

Os cuidados, segundo o Ministério da Saúde, devem ser adotados também em viagens de curta duração. O ciclo de reprodução do Aedes aegypti - de ovo à forma adulta - pode levar entre 5 e 10 dias.  Além disso, os ovos podem ficar presos às laterais internas ou externas dos recipientes por até um ano sem a necessidade do contato com a água.
Em Rio Branco, Almeida acrescenta que, para combater o mosquito, os moradores podem ligar para secretaria e solicitar a visita de um agente de saúde, o que também colabora em casos de viagens. O número de contato é: 0800 647 1516.

"Orientamos que as pessoas que tiverem dúvidas entrem em contato conosco para um agente comunitário possa ir na casa e ajudar nos procedimentos que precisam ser tomados. Eles podem dizer se tem alguma coisa que acumule água", afirma.


Chikungunya e zika vírus no Acre

Dados do segundo boletim epidemiológico, divulgado na quarta-feira (23) pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), mostraram que, entre janeiro e o dia 21 de dezembro, houve a notificação de 35  casos suspeitos de zika. Entre esses, 28 são da capital Rio Branco.

De acordo com o boletim, nenhum novo caso de chikungunya foi registrado. Ao todo, o estado tem sete casos suspeitos. Dois deles são do município de Xapuri, um em Cruzeiro do Sul e quatro na capital acreana.


 FONTE: Caio Fulgêncio Do G1 AC

Embrapa sequencia o genoma do vírus-da-meleira do mamoeiro

A Embrapa concluiu o sequenciamento do genoma do vírus-da-meleira do mamoeiro, uma das mais graves doenças da cultura no Brasil, capaz de causar perdas de até 100% nas plantações de mamão, além de inviabilizar a qualidade dos frutos para comercialização.


Esse resultado abre caminhos para soluções sustentáveis que possam conter os danos causados por esse microrganismo, como o desenvolvimento de kits de diagnósticos mais eficientes para identificação precoce da doença, identificação de possíveis vetores de transmissão do vírus e geração de variedades resistentes por técnicas de melhoramento genético convencional ou ferramentas   biotecnológicas. O resultado, divulgado na revista Archives of Virology, publicação oficial da União Internacional da Sociedade de Microbiologia, foi obtido pelos pesquisadores Francisco Aragão, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF), e Eduardo Chumbinho de Andrade, da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA), e pelo analista Emanuel Abreu do mesmo centro de pesquisa do DF.






"O Brasil é o maior exportador mundial de mamão e o segundo maior produtor, atrás apenas da Índia. Mas, para manter essa posição, é premente conter o avanço e os danos causados por esse vírus (Papaya Sticky Disease Virus – PSDV)", explica Emanuel Abreu. A meleira apresenta sintomas nos ápices e nas nervuras das folhas novas, além de uma abundante exsudação (migração de líquido para a parte exterior da planta) de látex mais fluido nos frutos dando-lhes um aspecto borrado. Quando atacada pelo vírus, o único destino da planta é a morte.

                 

Dentre as soluções utilizadas pelos produtores para controlar a meleira destacam-se a prática do "Roguing" – eliminação da planta quando ainda está nos estágios iniciais da disseminação do vírus e o uso de variedades com produção precoce aliada ao uso de inseticidas para controlar os insetos transmissores da doença. "Mas são ações paliativas, que não resolvem o problema," ressalta Francisco Aragão.

                

"Um dos principais obstáculos é que estávamos lidando com um inimigo desconhecido, cuja classificação taxonômica ainda não existe oficialmente. Além disso, não sabemos, ao certo, quais insetos estão diretamente envolvidos na sua transmissão", complementa.

Sequenciamento do genoma vai responder a essas perguntas

O sequenciamento do genoma vai ajudar a responder a muitas questões importantes, como a classificação do vírus e a identificação dos insetos transmissores, além de apontar soluções mais efetivas para  seu controle.

Os cientistas envolvidos na pesquisa utilizaram uma nova ferramenta de sequenciamento, a "Next Generation Sequence", que tem elevada capacidade de gerar informações do genoma dos organismos com dados bastante robustos e confiáveis.


Com o genoma concluído, a criação de kits de diagnóstico para identificação precoce da doença é uma das tendências da pesquisa. "A Embrapa pode iniciar o desenvolvimento de um produto pré-tecnológico, por exemplo, que seria finalizado e comercializado por uma empresa privada", salienta Emanuel, referindo-se a um       kit-diagnóstico.

A expectativa é que a descoberta leve a impactos positivos na pesquisa da cultura do mamoeiro no País. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2013, o Brasil produziu 1.517.696 toneladas de mamão. A Bahia e o Espírito Santo destacam-se como os dois maiores estados produtores e exportadores, sendo responsáveis por 70% da produção       nacional.

"Esses dois estados são os mais afetados com a incidência dessa doença, em alguns casos, provocando perdas de milhões de reais com a redução da produtividade e de áreas com a cultura, podendo chegar à destruição total das plantações afetadas, com uso intensivo de agroquímicos e mudança constante de zonas produtoras, tornando o sistema de produção cada vez mais oneroso", afirma Emanuel.

Plantas resistentes ao vírus já estão sendo desenvolvidas

Um dos resultados do sequenciamento do genoma já está em pleno desenvolvimento nos laboratórios da Embrapa. Estão sendo geradas plantas geneticamente modificadas para resistência ao vírus-da-meleira e da mancha-anelar a partir de uma tecnologia denominada RNA interferente (RNAi). Essa técnica consiste em expressar, nas plantas de mamão, pequenos fragmentos de RNA capazes de silenciar os genes virais, assim como uma "vacina", explica o pesquisador Francisco    Aragão.

Plantas transgênicas de mamão com resistência a viroses vêm sendo utilizadas com sucesso nos Estados Unidos desde 1998, especialmente no Havaí e na Flórida. Hoje, ocupam cerca de 80% da área plantada com mamão naqueles países.
 
Fonte: Embrapa Mandioca e Fruticultura

Imagem do dia.


Um Bom Domingo a todos.

Criação de abelhas sem ferrão conquista produtores acreanos.

                  
Ele tem cinco vezes mais propriedades antibióticas, além de características diferenciadas que são apreciadas também pela indústria farmacêutica e alta gastronomia. Além disso, se for produzido na Amazônia, tem textura, sabor e aroma únicos. O mel das abelhas sem ferrão é uma das apostas dos produtores acreanos e do governo do Estado como alternativa de renda para quem mora na floresta.



A meliponicultura – criação racional de abelhas sem ferrão – não faz pressão sobre a floresta, não exige desmatamento, ao contrário, precisa da mata preservada, não demanda despesas com manejo e tem mercado garantido, cada vez mais promissor, aliás. É nesse filão que o governo, através da Secretaria de Pequenos Negócios (SEPN), tem investido.
                 
O governador Tião Viana decidiu investir na meliponicultura e já garantiu recursos para a área. Além de recursos próprios e de um convênio com o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) de R$ 480 mil, o Ministério do Desenvolvimento Social aprovou projeto acreano de R$ 1,1 milhão que vai garantir a distribuição de 14 mil caixas – as “colmeias” que as abelhas usam para se reproduzir. As caixas são produzidas pelos marceneiros acreanos, aquecendo também este setor.
 “O Acre se prepara para um grande debate sobre economia verde com essa atividade ambientalmente correta, que inclui socialmente as pessoas e de fácil processo. É uma renda extra na propriedade, que a esposa pode cuidar enquanto o marido toma conta de outras atividades. O produto é escasso no mercado, mas, ao mesmo tempo, tem caído nas graças da alta gastronomia, da indústria de cosmético, da farmacêutica. Ou seja, a demanda está crescendo demais, o produto é muito valorizado e não é encontrado em escala. O Acre entra na meliponicultura aproveitando este momento.

O responsável técnico pelo programa de meliponicultura no Acre, Engelberto Flach, explica que a meta deste ano é treinar 120 produtores em cada município, atingindo 800 produtores somente na região do Juruá, que demonstra maior vocação para a cultura. Ele explica que ainda não se tem dados mais concretos, mas estima-se que cada produtor com dez caixas terá uma renda anual entre R$ 2,5 e R$ 4 mil, em valores de hoje. Cada caixa, dependendo da espécie, pode produzir entre três e dez quilos de mel por ano. As técnicas adequadas de manejo e o clima também influenciam na produção.
Engilberto é um produtor que há anos lutou sozinho cobrando ações mais pontuais do governo para a meliponicultura. O esforço foi recompensado e, de produtor, foi recrutado para ajudar a coordenar o programa de criação de abelhas sem ferrão no Acre. Hoje o conhecimento dele, adquirido na prática e no que aprendeu com os avós e o pais em Santa Catarina, tem ajudado centenas de produtores que apostam no negócio no Acre.
“Isso aqui é a minha poupança”

O produtor Tiago Costa Alencar mora há 41 anos na Comunidade Pentecostes, em Cruzeiro do Sul. Ex-seringueiro, viva exclusivamente da produção de farinha de mandioca até que, em setembro, teve conhecimento da meliponicultura. A atividade, embora nova, chamou a atenção do cruzeirense, que logo se encantou não só com a criação fácil e a possibilidade de lucro, mas com a organização, disciplina e todas as lições que as abelhas ensinam.
“Eu fiquei fascinado. Comecei com duas caixas e já construí mais dez, além das seis colmeias que tenho pra transferir dos troncos das árvores que capturei na floresta para as caixinhas. Isso aqui é a minha poupança, sei que no futuro vou viver só das abelhas”, disse.

A esposa de Tiago, Maria Zilda, brinca que agora ele passa mais tempo com as abelhas que com ela, mas não tem ciúmes, ao contrário, nesta fase inicial da produção, quando as abelhas ainda precisam ser capturadas na mata até que possam se multiplicar em cativeiro, ela não hesita em entrar na floresta em busca das abelhas.
“Eu ajudo mesmo, no que for preciso. Também fiz o curso que a secretaria de Pequenos Negócios deu e sei mexer com elas também”, disse.
Mercado garantido
Além de custar bem mais caro, há um mercado garantido para o mel das abelhas sem ferrão não só no Brasil, mas na Europa. França e Itália já fizeram contato com o governo do Estado interessados em comprar o produto e estão aguardando que a produção ganhe escala e chegue ao padrão exigido pelo Ministério da Agricultura.

 “O mel das Apis [abelhas com ferrão] já é produzido em vários estados e teria uma concorrência bem maior se fossemos entrar neste caminho. Já a abelha sem ferrão encontra um mercado aberto e poucos produtores. Além disso, o mel produzido na Amazônia se diferencia. Ou seja, a única preocupação do produtor é produzir, mercado tem”, explica Flach.
Fonte: http://www.agencia.ac.gov.br

IMAGEM DO DIA


Agropecuária deve manter crescimento em 2016, projeta ministra


A agropecuária brasileira deve terminar 2015 com expansão de 2%, segundo a ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento). “A nossa perspectiva para 2016 é crescer de 1,5% a 2% novamente”, disse, em entrevista ao Jornal de Tocantins. Ela também destacou os ganhos de produtividade do setor (aumento da produção em uma área de tamanho igual por meio do emprego de tecnologia). Ao diário tocantinense, Kátia Abreu falou ainda sobre desenvolvimento da região do Matopiba – formada pelo Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia –, regularização fundiária e desmatamento.



INVESTIMENTOS

"Este ano, ainda estamos em ritmo de crescimento. Terminaremos o ano crescendo 2%, diferente de outros setores. A nossa perspectiva para 2016 é crescer de 1,5% a 2% novamente. Estes são indicadores e análises dos Estados Unidos e nós esperamos um crescimento de produtividade maior do que isso. É crescer 2% em área ou em produção, através não só da ampliação de área, mas também pelo aumento da produtividade no mesmo espaço de chão. O fato dos produtores, este ano, terem recuado na procura de crédito de investimento, eu aplaudo, pois em época de crise não é momento de fazer grandes investimentos. As pessoas ficam mais cautelosas. Nos últimos quatro anos do governo da presidente Dilma, foram financiadas 300 mil máquinas, 60 mil por ano. No governo Lula, foram 30 mil máquinas/ano. Então, nossos produtores estão bem abastecidos de maquinários e no ano que vem esperamos que melhore a economia e que possamos ver a retomada dos investimentos em máquinas e implementos agrícolas."

REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA


"Nós estamos trabalhando duramente nisto. Porque se eu pudesse fazer uma lista do que é importante para um estado e um país se desenvolver, colocaria a regularização fundiária. Não adianta ter estrada se eu não tenho produção para passar nas estradas. A regularização fundiária significa direito de propriedade, segurança jurídica e investimento. Aqui, nós estamos trabalhando com a SPU, através do Ministério do Planejamento, para encontrarmos uma solução e fazermos uma experiência no Bico do Papagaio, no sul do Maranhão e no sul do Pará. Essas áreas já estão mapeadas."
DESMATAMENTO


"O que eu disse, na verdade, não foi um estímulo ao desmatamento. O que eu disse, na entrevista coletiva, é que utopia seria produzir sem ter desmatado. Então, nós não desmatamos para jogar terras ao vento, nós tratamos este assunto com seriedade. Então, eu disse que fazer agricultura sem desmate é uma utopia, porque eu não consigo plantar em cima das árvores, não consigo criar gado no meio da floresta. Qual era a opção então? Era não plantar nada? Era não sermos produtores de alimentos? Todos sabemos que o agronegócio é o segmento que está segurando o emprego e a balança comercial brasileira. Não estava incentivando desmatamentos no futuro, nem desmatamento ilegal. Outro ponto importante que tem que ser considerado – e eu não quero tratar este assunto com hipocrisia – é que o antigo e o atual Código Florestal Brasileiro permitem o desmatamento em certas áreas com licenciamento. Então, eu defendo a legalidade e que nós possamos estimular os produtores a tirar tudo da terra que já está desmatada para que possamos aproveitá-la da melhor forma possível."
COP 21: Mato Grosso estabelece meta de zerar desmatamento ilegal até 2020

O governo de Mato Grosso anunciou nesta segunda (7), em Paris, um plano ousado para diminuir as emissões de carbono do Estado. A meta que mais chamou a atenção foi a de desmatamento: zerar derrubadas ilegais até 2020.
O objetivo é mais ambicioso que a proposta do governo federal na COP21, que fala em acabar com o desmate ilegal apenas em 2030. E o custo do plano de MT é salgado: US$ 10 bilhões (R$ 39 bilhões) ao longo de 15 anos.
Só com dinheiro do Estado não vamos conseguir. Precisamos do setor privado", diz o governador Pedro Taques.
Taques, do PSDB, afirma que a devastação cairá no Estado mesmo sem investimentos privados, ainda que não na proporção esperada. "Só comando e controle [fiscalização] não dá", diz ele.
Mato Grosso teve uma das altas mais acentuadas no deflorestamento em 2014­15. Na Amazônia legal, a taxa de aumento foi de 16% (para 5.831 km², mais que o triplo da área do município de São Paulo), enquanto no Estado o salto foi de 40% (para 1.508 km²).
Antes do salto, porém, MT derrubara a taxa de destruição de 11 mil km²/ano para cerca de 1.000. Ocorreu o mesmo em quase toda a Amazônia (queda de cerca de 80%). Na apresentação dos dados oficiais do desmate, em novembro, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, culpou os governos estaduais pela piora do indicador.
Em Paris, a ministra firmou um "Compromisso pelo Desmatamento Ilegal Zero" com Acre e Mato Grosso. E disse que MT tem a "responsabilidade nacional e global, como produtor de alimentos, de aliar produção e proteção".
O plano de Taques, elaborado com a participação de ONGs e associações do agronegócio, não se limita a desmatamento.
A meta geral é cortar emissões do Estado em total equivalente a 6 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO ), até 2030, o mesmo que quatro anos de emissões de todos os setores da economia brasileira. 
Fonte: Folha de S.Paulo